terça-feira, 17 de novembro de 2009

Aquele sobre estar perdido

Muitas pessoas gostam de pensar na vida como um caminho. Traçam metáforas sobre os diversos destinos que tais estradas nos levam, falam de outros viajantes que conhecemos durante a jornada. Filosofam sobre pegadas, pedras e mapas.. divagam, divergem, concordam..

Bom... hoje eu quero evitar essa metáfora. Me ocorreu que um caminho é uma forma muito direta de representar a vida, que não valoriza sua imensa complexidade e não traduz todas as suas possibilidades. Quem me conhece sabe que sou adepto do "Simples assim" e deve estar se perguntando "o que raios aconteceu com o Lucas?" Não se preocupe, eu vou me explicar.

Recentemente li em um livro a reflexao: "Como alguém pretende se encontrar, se nunca se perdeu?" Bom.. vocês sabem, isso é mais do que suficiente para me fazer matutar por um bom tempo. E de fato, o que é se perder? O que é a primeira coisa que vem a cabeça de alguém que está perdido? "Onde estou?", "Como eu cheguei aqui?", "Para onde eu vou?" , "O que eu faço?" Perguntas.... dúvidas.. incertezas... isso é o que habita a mente e o coração de alguém que está perdido. E isso é bom... perguntas levam a respostas. Talvez não as certas, mas ainda assim respostas... e respostas nos dão a sensação de segurança, nos dão um chão onde pisar.. um horizonte a se mirar.

Por favor, não denunciem meu blog por incentivar pessoas a fazerem besteiras. Quando eu digo perder-se não me refiro a tomar um caminho que é sabido ser o errado, me refiro sim ao exercício de indagar-se, de questionar-se de experimentar... de arriscar.

Muitos dizem que a vida é curta, outros que ela é longa... eu acho que ela tem exatamente o tamanho que deveria ter. E o que nos traz essa sensação de comprimento é exatamente o quanto nós nos aproveitamos dela, e o quanto a deixamos simplesmente passar. Não importa se perdido ou seguro, o importante é sentir o ar entrando em nossos pulmões a cada respiração, notar cada momento. As vezes nos preocupamos demais buscando respostas, e esquecemos de valorizar as perguntas...

Pessoalmente? Estou gostando de estar perdido. E então vocês me perguntam "Mas onde está aquele Lucas seguro e confiante que eu sempre conheci?", bom.. ele continua aqui. Eu ainda tenho certeza de que minhas perguntas me levarão a algum lugar, mas por enquanto... elas são só perguntas... sedutoras e emocionantes perguntas.

Mas em meio a tantas questões... existe uma grande certeza. Eu estou FELIZ! E a felicidade não se constrói sozinho, muito menos se desfruta a um. Ela não tem sentido se não for compartilhada, multiplicada.... E hoje faz um mês que minhas perguntas ficaram mais doces, que as flores ganharam mais cores e que os finais de semana ficaram ainda mais desejáveis! Um mês que me sinto completo e que espero ansiosamente cada nova manhã para poder desejar um "Bom dia!"... pois a cada novo dia que nasce, é mais uma chance que tenho de fazê-la sorrir... e seu sorriso é tão lindo!

Minha linda.... Selamat primeiro mês... me aguentar por tanto tempo não é fácil... mas fazer o que... estamos perdidos mesmo.. acho que agora você não tem outra opção... ;p


Até daqui a pouquinho.... =)

P.S.: Caros leitores, eu sei que prometi mais posts sobre a cultura e minha experiência aqui na Malásia.... e aí está! Tudo o que passa pela minha cabeça, todas essas reflexões e pensamentos, não deixam de ser fruto dessa experiência. Mas para os amantes dos diários de viagem uma notícia: passagem comprada para Tailândia, Indonésia e Singapura. ;)

P.S.2: Dessa vez todas as fotos são nossas.




segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Aquele dos aromas e sabores

[Este texto foi foi escrito para a revista do restaurante Lagundri - indicado na Veja como melhor restaurante de Campinas e de Curitiba no ano de 2008. Sintam-se convidados para entender um pouco melhor dos sabores orientais, e caso encontrem meu texto por lá não se esqueçam de pedir um desconto! =p ]

Pela primeira vez, nesses sete meses que estou na Malásia, eu parei e assisti à televisão. Na realidade eu estava em um hostel aguardando o horário do meu ônibus, mas confesso que a telinha me chamou a atenção. Os comerciais anunciavam a programação da semana, e me conquistaram quando percebi que todo o conteúdo era voltado a culinária. De inicio pensei: "Mas que desperdício, 24h de programas de culinária, ainda por cima só sobre a Ásia"? Foi quando algumas memórias me vieram... memórias que tentarei brevemente expôr aqui, e que me convenceram que 24h não dá nem para servir a entrada...

Lembro-me de uma das primeiras impressões... os cheiros! Era tudo tão forte, tão vibrante, tão marcante... como se cada esquina tivesse seu próprio cheiro, sua própria identidade. Moro em um bairro indiano, no coração de Kuala Lumpur. Cada rua abriga uma dezena de restaurantes: chineses, malaios, do norte e do sul da índia (e sim, a diferença é gritante), tailândeses e isso sem falar das barraquinhas que também servem comidas e frutas no meio da calçada. Tudo a todo vapor, a qualquer hora do dia!

O inicio foi uma verdadeira aventura. Me arrisquei, ao menos um novo prato por dia... o resultado? Diversas surpresas! Sabores completamente novos ao meu paladar, temperos misturados de forma que eu sequer havia imaginado ser possível, pratos capazes de saciar os cinco sentidos - e não estou exagerando! Imaginem um Tadoori Platter (prato típico punjab - norte da índia - composto por diversos tipos de carnes e especiarias) chegando a sua mesa recém saído do forno, ainda chiando por causa do calor... muito bem montado misturando as carnes e os vegetais, com um cheiro que abre o apetite de qualquer pessoa e uma textura e um sabor... humm... não consigo nem descrever.

Mas é claro que também já houveram surpresas desagradáveis.. e a maioria delas ocorreram nos momentos que esqueci de verificar se a comida era muito ou extremamente apimentada! É algo que com o tempo a gente se acostuma, e para falar a verdade sente até falta. Já me peguei várias vezes pedindo por mais pimenta no meu Nasi ou Mee Hoon Goreng. Mas não pense você que tudo é apimentado, variedade é o que não falta nessa culinária e acredito que seja isso o ingrediente principal de tanto sucesso.

Tenho medo de voltar ao Brasil e sentir falta do meu Roti Canai no café da manhã ou do meu Teh'o Ais Limau para matar a sede... não me espanta que as primeiras, e quase únicas palavras em Bahasa Malaio que aprendi até agora são os nomes das comidas - é algo que não dá para passar em branco. Mas enquanto estou por aqui vou me aventurar, na semana passada mesmo me deilicei com meu Arroz Tailândes, em um restaurante Chinês, no coração da Malásia.. ouvindo, vejam vocês... um bom samba brasileiro...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Aquele do Deepavali

Sabe de uma coisa que eu adoro aqui na Malásia? Os feriados! Claro que eu também gosto deles no Brasil... mas digamos que aqui eles ainda são mais valiosos pra mim. A definição de feriado no meu dicionário malaio, se eu tivesse um, seria algo do tipo:

1 - Momento perfeito para dar aquela escapadinha da rotina, deixar o ar-condicionado de lado e conhecer um lugar diferente;
2 - Oportunidade anual de presenciar eventos culturais e entender melhor esses povos fantásticos do oriente;

E sortudo como eu sou, semana passada houve mais um feriado... no sábado! O que de forma alguma abala a definição anterior, só a torna mais curta... Enfim, esse sábado foi a comemoração do deepavali ou diwali, como preferirem.

Para os hindus, deepavali é a reafirmação de sua crença de que o bem triunfará sobre o mal. Também conhecido como festival das luzes, é celebrado mundialmente e tem diversas histórias que narram sua origem, todas fazendo alusão a vitória da luz sobre as trevas.


Entre essas histórias, a mais famosa diz que certa época havia um demônio conhecido como Narakasura, que reinava com mãos de ferro no reino de Pradyoshapuram. E como todo bom vilão, ele fazia muitas pessoas sofrerem e até chegou a sequestrar uma donzela para aprisionar em seu castelo.

Lord Krishna, o herói da historia, foi enviado para punir o demônio por sua maldade e até hoje o povo celebra o dia de sua vitória como o dia em que o bem venceu o mal. Engraçado que eu nao encontrei nada a respeito dele salvar a donzela ou não.....

As preparações para o festival geralmente começam com 2 ou 3 semanas de antecedência. Muitas pessoas limpam suas casas e saem para comprar roupas novas, assim como ingredientes para a confecção dos doces tradicionais. Ou seja, encontrar barraquinha de roupas e comida na rua é facil!

No dia exato da comemoração, os hindus normalmente acordam por volta das 3 ou 4 da manhã para banhar-se com óleo, uma ritual de purificação que simula um banho nas águas sagradas do rio Ganges. Outra importante prática durante esse festival é acender uma lamparina a óleo na frente de casa pela manhã, ato que traduz o significado da palavra Deepavali (Deepa - lamparina e Avali - fileira).

Durante as festividades os hindus também costumam desenhar elaboradas figuras no chão e na parede de casa, usando pos coloridos ou mesmo arroz, e fazem uma oferenda de flores e doces ao Lord Krishna, por ter derrotado o demônio.

Vestindo suas roupas novinhas, eles vão visitar os familiares mais velhos e se dirigem aos templos para agradecer e pedir felicidade e prosperidade.

Bom.. finalmente consegui fazer um post quase em dia! =) Ainda tenho que contar a vocês sobre o Ramadan (mês de jejum muçulmano) e o festival de lanternas chinesas - ambos já aconteceram, mas não custa nada registrar.. mesmo que alguns meses atrasado.

Ahh.. e as fotos nesse post não são minhas. Googlei-as todas.. mas prometo ser mais original!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Aquele sobre Mitos

Diversas foram as reações quando eu falei/comuniquei a minha decisão de vir para a Malásia. Ouvi comentários dos mais variados... houveram aqueles que perguntaram sobre tissunamis e terremotos, outros queriam saber sobre pobreza, misérias e guerras. Muitos achavam que aqui as mulheres deveriam andar cobertas de véu, inclusive eu. Poucos foram aqueles que citaram as Petronas Towers. Mas uma coisa era unânime, a expressão de "Você é louco/louca! Que raios você vai fazer nesse fim de mundo?" Mas eu não estou sozinho/sozinha, aqui encontrei uma pessoa que mesmo ouvindo tudo isso, também resolveu tirar essa história a limpo. Vos apresento: Dani, uma mineirinha linda, que não só me trouxe boas lembranças do Brasil, mas com quem também estou construindo novas lembranças.. carismática, alegre e inteligente, é com ela que escrevo esse post agora.(http://danimaisonze.blogspot.com)

Mito número um: figurino

As mulheres andam de véu na rua? Sim, algumas até fazem cooper com eles. Mas mesmo entre as muçulmanas há aquelas que são menos "católicas"/tradicionais, usam calças jeans, sandálias e até mostram os cabelos. E os indianos, se vestem igual na novela Caminho das Índias? No dia-a-dia, a maioria usa roupas comuns, mas de vez enquanto dá pra ver um saree sendo arrastado pelo mercado. Jóias? Só em ocasiões especiais. E é verdade que não é bom usar roupas curtas e decotes? Conta isso pras chinesas! Elas conseguem usar saias mais curtas e mais justas que as brasileiras (não que seja isso ruim! / que pouca vergonha Lucas!). E afinal, a Malásia tem uma roupa típica? Sim, sempre muito coloridas, geralmente acompanhadas de chapéu para os homens e véu para as mulheres, mas também só são usadas em ocasiões especiais.


Mito número dois: desastres naturais

Esse é para você mãe / pai. Vocês aí no Brasil com certeza ficam preocupados quando vêem no jornal as notícias sobre o lado de cá. Devemos admitir que realmente o número de terremotos e demais desastres foi maior do que o normal aqui na região, mas vou tentar explicar agora o porque da Malásia estar protegida contra esses acontecimentos. O mapa que você podem ver aí embaixo tenta ilustrar o alcance do terremoto que em 2004 originou o tissunami que abalou o sudeste asiático. Se vocês se lembram das aulas de geografia, devem saber que terremotos são originados pelo movimento de placas tectônicas. Tais placas estão constantemente se movimentando, e quando se esbarram a coisa fica feia... Ou seja, o perigo está na região onde tais placas se encontram (marcada pelas linhas grossas em azul) e como vocês podem ver no mapa, a Malásia está no centro de uma placa tectônica, assim como o Brasil. Para que possam ter uma idéia, esse último tremor de 7,6 na Indonésia até pôde ser sentido em Kuala Lumpur, eu mesmo o senti / eu não senti não.. e duvidei do Lucas, mas não foi suficiente nem para mover os quadros nas paredes - estamos realmente fora da zona de perigo.


Olhando novamente no mapa é também possível notar que a malásia está protegida contra tissunamis, basta perceber que qualquer onda que venha vai parar na Indonésia antes de chegar aqui pela nossa esquerda. Ou que pela direita os terremotos acontecem a uma distância muito grande para representar qualquer perigo. E por último devo citar as chuvas torrenciais, como vocês já devem ter ouvido existe uma época do ano em que chove muito forte em alguns países da região. Bem... devo dizer que nesse assunto estamos muito mais seguros na Malásia que no Brasil - sim, nós também acompanhamos os noticiários de nossa terra natal. Já presenciei chuvas aqui em Kuala Lumpur que teriam deixado São Paulo em um caos ainda maior, a cidade está preparada, afinal é algo que eles enfrentaram durante toda a história.

Mito número três: guerras e disputas raciais

Balela. Apesar da diversidade cultural ser nítida, reunindo chineses, indianos, malaios e indígenas em um mesmo território, já se foi a época em que isso gerava algum tipo de atrito. Por aqui o que reina mesmo é o slogan: "Satu Malaysia", que se vocês não se lembram significa "Uma Malásia", e tem o intuito de construir uma nova identidade nacional. O que é curioso, é que sempre que se pergunta a nacionalidade de algum deles, pode-se esperar uma resposta do tipo: chinese-malay, ou indian-malay ou ainda malay-malay e da mesma forma eles não se dão por satisfeitos com uma resposta como: brazilian. Perguntam de nossos avós até chegar em alguma ascendência européia ou indígena.


Mito número quatro: atestado de loucura

Viajar 11 fuso horários, privar-se da companhia de sua família e amigos, submeter-se a costumes totalmente diferentes e tudo isso por livre e espontânea vontade é motivo para ser chamado de louco/louca? Bom, se você acha que tentar conhecer o mundo em que vivemos e todas as suas maravilhas, ter contato com pessoas das mais diferentes tribos e crenças, aprender com elas e compartilhar momentos extraordinários e acima de tudo, ter liberdade para escrever e viver sua própria história é loucura… sim… somos loucos!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Aquele da criança que existe na gente

Nós sempre ouvimos que, não importa a idade, sempre haverá uma criança ansiosa para se libertar de nossa personalidade. Algumas pessoas têm medo dessa criança, outras as deixam tomar o controle de suas vidas, outras ainda desconhecem a sua existência... mas todas, sem exceção, são imensamente felizes quando se deixam levar por suas traquinagens.

Quando Deus me deu a vida, eu acho que ele cometeu um pequeno engano... não sei se por distração divina ou se foi alguma experiência celestial - e acho que essa é uma dúvida que nunca conseguirei responder. Mas acontece que ele só me entregou o meu lado criança 2 anos e 9 meses depois do meu nascimento... junto com a minha irmã.

É ao lado dela que me sinto completo. Ela é minha metade alegre, minha metade criativa, minha metade bonita.. ela é minha metade criança. Ao seu lado eu não me envergonho (só quando ela resolve pegar pesado... =p ), eu não tenho medo (mentira... meu medo é dobrado quando estamos juntos)... ao seu lado me sinto invencível - e ela é ao mesmo tempo minha fonte de poder e minha criptonita.


Eu poderia passar horas escrevendo sobre ela... é fácil descrevê-la... é fácil entendê-la (pelo menos pra mim) é fácil desejar passar cada segundo de seu tempo ao lado de alguém tão especial. O difícil é traduzir em palavras as cores e sabores que surgem quando ela sorri... e representar com letras as saudades que sinto da minha irmãzinha...


Hoje ela faz aniversário... meu desejo de abraçá-la e girá-la no ar é gigantesco... tão grande que nesse momento "transborda em formas de lágrimas". Baxinha... que Deus lhe abençoe e permita que você realize todos os teus sonhos... pois eu tenho certeza que ele estará realizando os sonhos de muitas outras pessoas. Te amo minha criança.... saiba que você está aqui comigo... assim como eu sempre estarei com você



P.S.: Caros leitores, como vocês já perceberam, os últimos posts perderam um "pouco" aquela característica malaia. Gostaria de dizer que agora voltarei a postar sobre minhas viagens e causos, mas saibam que meu maior objetivo nesse blog era descrever minha experiência, e as saudades são grande parte dela. Até breve...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Aquele dos 6 meses

Quantas vezes é possível alguém se apaixonar em 6 meses? Quantas paixões um coração humano é capaz de suportar em um tempo tão curto? Quão forte é ele capaz de palpitar por cada uma delas e quão grande para abrigar a todas? Minha mãe diz que gosto de testar meus limites, acho que responder a essas perguntas é o maior dos meus desafios.

Exatamente hoje fazem 6 meses que estou na Malásia, 183 dias a cerca de 14.000 Km do lugar onde nasci. Procuro por respostas.... e ainda não as encontrei, mas se minha busca for sempre assim tão extraordinária, espero nunca as encontrar...

Enquanto estive aqui apaixonei-me... mais do que isso.. amei! Amei cada uma das novas descobertas que fiz, amei cada novo sabor que experimentei, cada novo aroma que senti - quase todos na verdade. Amei cada pôr do sol, cada paisagem, cada grão de areia.. cada gota desse imenso oceano. Amei cada pessoa que conheci, cada abraço sincero que troquei, cada olhar, cada conversa... amei o sentimento de saudades daqueles que continuaram seus caminhos com a promessa de um reencontro... amei cada um dos que também vieram para escrever suas histórias.

Se hoje me perguntarem quem eu sou, eu responderia:

Sou um apaixonado!
Sou um apaixonado pelos meus pais que contam os dias para meu regresso e rezam todas as noites pela minha felicidade;
Sou um apaixonado pela minha irmã, e pelo que somos quando estamos juntos;
Sou um apaixonado pela minha família, unida, presente.. acolhedora;
Sou um apaixonado pelos meus amigos, especialmente pelos que têm paciência de ler meus posts sem sentido... =)
Sou um apaixonado pelo que fui e pelo que sou, e por todos aqueles que de uma forma ou de outra fizeram parte da minha história;
Sou apaixonado por Deus, por ter me dado um coração capaz de se apaixonar

Estou na metade da minha jornada, no meio desse capítulo. São muitas as personagens, e mais numerosas ainda as coisas que eu teria de dizer a cada uma delas, mas vou tentar resumir em dois pontos: "Estou apaixonado por você e obrigado por fazer parte dessa história"

Simples Assim...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Aquele das Noticias

Atenção blogespectador!
Interrompemos nossa programação para a transmissão de 2 notícias urgentes...

[música do plantão da globo]

Na realidade elas não são urgente nada, mas gostei da idéia de começar o post assim. =) Estava eu lendo o jornal dessa manhã quando dois textos em particular me chamaram a atenção e senti vontade de compartilhá-los com vocês.

1 - 1Malaysia goes F1
Exatamente! A Malásia terá uma equipe de Fórmula1 em 2010, tudo já foi aprovado pela FIA! Trata-se de uma iniciativa do governo e do setor privado, que visa tanto atrair a atenção do mundo para o país quanto impulsionar o desenvolvimento de novas tecnologias na área automotora. O que tem de interessante nisso& (leia-se como um ponto de interrogação, não sei o que aconteceu com meu teclado) Duas coisas... acho que não comentei isso aqui ainda, mas existem duas marcas de carro originais da Malásia - Proton e Lotus. Basicamente o governo cobra impostos exorbitantes em cima das demais marcas, o que significa que 70% dos carros que vejo nas ruas são Proton ou Lotus. Eles serão os fabricantes dos carros da equipe Malaia, que levará o nome de Lotus. E o que raios significa 1Malaysia& (ponto de interrogação, lembra&) É o lema do atual governo, que visa unificar todas as etnias do país sob uma única bandeira. Enfim.. além de torcer para os nossos pilotos, terei ainda mais um motivo para assistir F1! =)

2 - Problems collecting your debts& Try 'genie'!
Não sei se vocês se lembram, mas eu trabalho aqui desenvolvendo softwares que auxiliam bancos e agencias financeiras a recuperar o dinheiro que as pessoas lhe devem. Sabe esses cobradores chatos que vivem te procurando& Pois é, o que eu faço é os ajudar a te perseguir. E hoje senti meu emprego ameaçado com essa notícia. Em uma nota de rodapé, o repórter (muito ocupado por sinal) escreveu sobre um anúncio que ele encontrou no dia anterior. O anunciante promete recuperar o dinheiro que as pessoas lhe devem invocando um gênio que irá te atormentar até que o tratante pague o que deve. Ele afirma ter os poderes sobrenaturais necessário para invocar tal gênio e não pede nenhum dinheiro adiantado. Seu preço é 20% do dinheiro recuperado...
O curioso é que na realidade genie é o nome de uma tecnica de manipulação de dados para esse mesmo fim. Nessa técnica a aplicação é programada para analisar diversos dados estatísticos dos clientes em um banco de dados multidimensional e criar um perfil que lhe dirá qual a melhor forma e quando cobrar o dinheiro devido. Para quem olha de fora.. realmente parece mágica. =) Mas tenho certeza que não era a isso que o anúncio se referia...

Bom... acabaram de arrumar o servidor aqui no meu escritório.. deixa eu voltar pro trabalho!
Até mais!